Michael Rockefeller tinha 23 anos e pertencia a uma das famílias mais ricas e conhecidas dos Estados Unidos.
Filho de Nelson Rockefeller, então governador de Nova York e futuro vice-presidente americano, Michael poderia ter seguido uma vida confortável.
Escolheu outro caminho.
Depois de se formar em Harvard, viajou para a Nova Guiné para fotografar, pesquisar e reunir obras de arte produzidas pelos povos da região.
Em novembro de 1961, Michael navegava pela costa com o antropólogo holandês René Wassing quando o pequeno catamarã em que estavam virou.
Os dois passaram a noite agarrados à embarcação.
Na manhã seguinte, Michael tomou uma decisão arriscada.
Prendeu dois recipientes vazios ao corpo para ajudá-lo a flutuar e decidiu nadar em direção à costa, que ele estimava estar a vários quilômetros de distância.
Antes de partir, disse a Wassing que acreditava conseguir chegar.
Foi a última vez que Michael Rockefeller foi visto com certeza.
Wassing permaneceu no barco e acabou resgatado.
Começou então uma enorme operação de busca, com aviões, helicópteros, barcos e moradores procurando pelo jovem.
Nenhum vestígio conclusivo de Michael foi encontrado.
A explicação oficial foi que ele provavelmente morreu durante a tentativa de alcançar a costa.
Mas outra hipótese atravessou décadas.
Relatos recolhidos posteriormente levantaram a possibilidade de que Michael tenha chegado à terra e sido morto por homens de uma comunidade Asmat.
Investigações posteriores encontraram documentos e depoimentos antigos que deram força a essa hipótese.
Mas não existe uma prova física definitiva capaz de encerrar o caso.
Mais de seis décadas depois, seu corpo nunca foi identificado e seu destino permanece sem confirmação.
Michael Rockefeller tinha dinheiro, influência e um dos sobrenomes mais poderosos dos Estados Unidos.
Nada disso foi suficiente para descobrir o que aconteceu com ele.
Qual é a sua teoria?
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