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Tem um papel dobrado em alguma gaveta da sua casa. Amarelado, com carimbo borrado e letra de posto de saúde.
Ele existe por um motivo que quase ninguém sabe.
Até 1973, vacinar no Brasil era coisa dividida. Algumas vacinas eram tocadas por programas do Ministério da Saúde, como varíola, tuberculose e febre amarela. Outras ficavam com as secretarias estaduais, como pólio, sarampo e a tríplice bacteriana.
Ninguém tinha a conta inteira. Cada um cuidava de um pedaço.
Em 1973 o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Imunizações, lançado em Brasília no fim daquele ano. Depois veio a lei que instituiu o programa, em 1975, e o decreto que o regulamentou, em 1976.
Em 1977 apareceu a caderneta de vacinação. No mesmo ano, o Brasil definiu quais vacinas seriam obrigatórias para crianças de até 1 ano.
E aqui está o ponto.
O registro não foi parar num sistema. Foi parar na mão da mãe.
Cada dose ficava anotada no posto onde tinha sido aplicada, sem nenhuma cópia central. O papel que a família levava para casa virou, na prática, o único lugar onde a história inteira estava reunida.
Isso durou décadas. A digitalização dos registros só começou recentemente.
Até hoje, se você perde a caderneta, a orientação é voltar à unidade onde tomou a vacina e pedir a segunda via. Se você tomou em lugares diferentes, são vários postos.
Por isso sua mãe guardava aquele papel como se fosse documento.
Porque era.
Você ainda tem a sua caderneta de vacinação guardada?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
#cadernetadevacinacao #saudepublica #memoriaafetiva #anos80 #vocesabia
*Imagem ilustrativa gerada por IA
História Ilimitada Tem um papel dobrado em alguma gaveta da sua casa. Amarelado, com carimbo borrado e letra de posto de saúde.
Ele existe por um motivo que quase ninguém sabe.
Até 1973, vacinar no Brasil era coisa dividida. Algumas vacinas eram tocadas por programas do Ministério da Saúde, como varíola, tuberculose e febre amarela. Outras ficavam com as secretarias estaduais, como pólio, sarampo e a tríplice bacteriana.
Ninguém tinha a conta inteira. Cada um cuidava de um pedaço.
Em 1973 o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Imunizações, lançado em Brasília no fim daquele ano. Depois veio a lei que instituiu o programa, em 1975, e o decreto que o regulamentou, em 1976.
Em 1977 apareceu a caderneta de vacinação. No mesmo ano, o Brasil definiu quais vacinas seriam obrigatórias para crianças de até 1 ano.
E aqui está o ponto.
O registro não foi parar num sistema. Foi parar na mão da mãe.
Cada dose ficava anotada no posto onde tinha sido aplicada, sem nenhuma cópia central. O papel que a família levava para casa virou, na prática, o único lugar onde a história inteira estava reunida.
Isso durou décadas. A digitalização dos registros só começou recentemente.
Até hoje, se você perde a caderneta, a orientação é voltar à unidade onde tomou a vacina e pedir a segunda via. Se você tomou em lugares diferentes, são vários postos.
Por isso sua mãe guardava aquele papel como se fosse documento.
Porque era.
Você ainda tem a sua caderneta de vacinação guardada?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
#cadernetadevacinacao #saudepublica #memoriaafetiva #anos80 #vocesabia
*Imagem ilustrativa gerada por IA